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03/11/2015
Pesquisadores produzem prótese em impressora 3D com custo menor

Um projeto da Universidade Federal de Goiás pode ajudar quem precisa de uma prótese. Os pesquisadores fazem as peças do equipamento em uma impressora 3D por um custo muito menor do que o usual.

 

Basta falar ou apertar um botão. O aplicativo que move a mão eletrônica foi criado por pesquisadores da Universidade Federal de Goiás. O projeto é para criar próteses para quem teve a mão amputada ou nasceu com má formação. Uma alternativa mais barata em relação às que já existem no mercado.


“A prótese eletrônica, que custa em torno de R$ 150 mil, a gente consegue fazer no laboratório por menos de R$ 5 mil, já com motor, a parte eletrônica, tudo funcionando”, afirma o coordenador do projeto, da UFG, Marcelo Stoppa.

 

As peças são feitas em impressoras 3D. O material usado é chamado de polímero, uma espécie de plástico derivado do milho. “A ideia é colocar pequenos micromotores na palma da mão, de forma que a prótese seja confortável e a mais leve possível”, explica Marcelo Stoppa.


E os alunos estão animados com o projeto. “A empolgação é essa, né? Você ver em prática aquilo que você só tinha na mente. Até então só planejado, aqui você coloca em prática”, conta o estudante Lisias Camargo.

 

Eles também trabalham com um modelo que não é eletrônico, mais indicado para crianças. É a força do punho que faz ela se mexer, abrir ou fechar.

 

O trabalho já vai fazer quase dois anos e a equipe não tem descanso. Faça chuva ou faça sol, pelo menos duas vezes por semana está no laboratório trabalhando duro. Mas tanto esforço já está surtindo resultado. Um estudante da universidade vai ser a primeira pessoa a testar a prótese.


Semebber é aluno da pós-graduação. Ele tem Síndrome de Moebius, um distúrbio raro, que compromete a expressão facial, gera dificuldades na fala e deficiência nos pés e nas mãos. “Com a prótese, a gente vai ter melhores condições de fazer alguns tipos de movimento. Tipo jogar dama. Quem sabe, pegar as peças de dama e brincar com as duas mãos, igual qualquer pessoa que não tem deficiência física”, afirma o estudante Semebber Lino.

 

Fonte: Abradilan

 

Postado às 15:41
28/10/2015
Mais da metade das brasileiras na pós-menopausa têm carência de vitamina D

Mais da metade das brasileiras na pós-menopausa sofrem com a carência de vitamina D. Esse quadro é ainda mais grave em locais com menor intensidade solar, como na região Sul do país. É o que diz um estudo realizado em conjunto por pesquisadores da Unifesp e da Associação Brasileira de Avaliação e Osteometabolismo (Abrasso).

 

Para a pesquisa, foram analisados dados de 1.933 brasileiras com idades entre 60 e 85 anos que eram portadoras de osteopenia (redução da massa óssea) e osteoporose. As participantes residiam nas cidades de Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba ou Porto Alegre. De acordo com os autores, a escolha das cidades foi proposital para analisar se havia uma associação entre latitude e concentração de vitamina D.

 

"O problema é mais acentuado nas regiões onde o sol é menos intenso. Isso porque mais de 90% da vitamina D presente em nosso corpo é produzida por um processo bioquímico desencadeado quando os raios solares incidem sobre a pele.", explicou Henrique Pierotti Arantes, endocrinologista da Abrasso e principal autor do estudo. "Quanto maior a latitude, menor o impacto dos raios sobre a pele da população e vice-versa", disse o endocrinologista.

 

Os resultados do exame 25 hidroxivitamina D, que mede a concentração de vitamina D no organismo, mostrou que 51,3% das participantes tinham níveis inadequados (menor que 30 ng/mL) da substância. Em relação ao déficit por regiões, a carência de vitamina D (menor que 20 ng/mL) foi encontrada em 10% das mulheres nas cidades do Nordeste e chegou a 25% nas cidades do Sul do país.

 

"Para cada grau de latitude ao sul do país, há uma queda na concentração de vitamina D, de, em média, 0,3 ng/mL. Esses dados são importantes para a prevenção e controle da osteoporose no país. A carência de vitamina D pode diminuir o efeito do tratamento da doença, facilitar a ocorrência de fraturas em casos mais graves e até dificultar a absorção de cálcio intestinal, fundamental para que um indivíduo mantenha uma boa saúde óssea", explica Arantes.

 

Silenciosa e assintomática, a osteoporose provoca o desgaste progressivo dos ossos e atinge cerca de 10 milhões de pessoas no Brasil, principalmente idosos e mulheres na pós-menopausa. Dados da International Osteoporosis Foundation (IOF) apontam que a doença é responsável por mais de nove milhões de fraturas por ano no país.

 

Embora a falta de vitamina D no organismo seja um problema crônico no país, ela pode ser combatida por meio de uma medida bastante simples: tomar sol. "O ideal é expor o tronco, os braços e as pernas, sem filtro solar, por apenas 10 minutos, das 10 horas e às 15 horas", afirma a endocrinologista Marise Lazaretti Castro, diretora científica da Abrasso e coordenadora do estudo. A especialista ressalta, contudo, que pessoas com contraindicação ao sol, como aquelas que já tiveram câncer de pele ou com predisposição a ele, não devem fazer essa exposição. Nesse caso, é preciso procurar um médico para obter a vitamina por meio de suplementos.

 

"Pessoas do grupo de risco como idosos, obesos, doentes crônicos, pessoas com doenças inflamatórias, má absorção intestinal ou que foram submetidas à cirurgia bariátrica também devem procurar um médico para analisar a necessidade de suplementação de vitamina D", explica Marise.

 

Ação da vitamina D - A substância é produzida pelo organismo quando os raios ultravioletas B (UVB) incidem sobre a pele e, internamente, desprendem partículas que dão origem à vitamina. Quando a substância é absorvida pela corrente sanguínea, passando pelo fígado e pelo rim, ela é transformada no calcitriol, um poderoso hormônio que aumenta a absorção de cálcio pela via intestinal.

 

Fonte: Veja online

Postado às 16:55
23/10/2015
Cientistas avançam no tratamento do Mal de Parkinson

Pesquisadores dos Estados Unidos conseguiram um avanço no tratamento do Mal de Parkinson. Driblando a seletiva barreira permeável que separa o sangue e o fluído extracelular do sistema nervoso central, a nova técnica de permite que os remédios cheguem onde 98% dos medicamentos não conseguem.

 

O método foi aplicado de maneira bem-sucedida em ratos. Por meio de um enxerto nasal, foi possível levar uma proteína terapêutica, fator neurotrófico (GDNF), ao cérebro dos animais.

 

A substância foi escolhida porque já apresentou atrasos de progressão ou até mesmo a reversão do Mal de Parkinson.

 

Os pesquisadores do Instituto de Olhos e Ouvidos de Massachusetts, em parceria com a Harvard Medical School, e da Universidade de Boston acreditam que a técnica pode ser aplicada para levar medicamentos ao cérebro de pacientes diagnosticados com outros problemas que afetem o órgão e o sistema nervoso, como dor crônica e doenças psiquiátricas.

 

A nova técnica de aplicação de medicamentos ainda está em fase de testes, mas traz esperança no tratamento de doenças como o Mal de Parkinson, segundo os pesquisadores.

 

O estudo foi financiado pela Fundação Michael J. Fox, criada pelo astro da trilogia cinematográfica dos anos 80 “De Volta Para o Futuro”, que sofre com a doença desde a época das filmagens dos filmes.

 

Fonte: Abradilan. 

Postado às 11:25
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