CATEGORIAS

NOTÍCIAS:
12/01/2016
Refrigerantes aumentam gordura que causa diabetes

O hábito de tomar refrigerante e outras bebidas adoçadas com açúcar todos os dias está associado a um aumento no tipo de gordura corporal mais perigoso à saúde. É o que diz uma pesquisa publicada no jornal Circulation, da Academia Americana do Coração. Dados do Estudo Cardíaco Framingham, do Instituto Nacional do Sangue e dos Pulmões dos Estados Unidos, mostraram que, entre adultos de meia-idade, há uma correlação direta entre o consumo alto de refrigerantes e o aumento da gordura visceral.

 

Esse tipo de gordura deposita-se ao redor de órgãos internos importantes, como fígado, pâncreas e intestinos. Afeta a forma como os hormônios funcionam e acredita-se que desempenha um papel expressivo na resistência à insulina, o que pode desencadear diabetes 2 e aumentar o risco de doenças cardiovasculares. Os pesquisadores investigaram o consumo tanto de sucos e refrigerantes açucarados, quanto dos dietéticos, que não contêm açúcar. Nesse segundo caso, a associação não foi observada.


“Nossa mensagem aos consumidores é seguir recomendações dietéticas e ser consciente a respeito da quantidade de bebida açucarada ingerida. Para os formuladores de políticas públicas, esse estudo adiciona mais uma evidência ao crescente corpo de pesquisas que sugerem que refrigerantes e sucos com açúcar podem fazer mal à saúde”, afirma Caroline S. Fox, principal autora do artigo.

 

Um total de 1.003 pessoas com 45 anos em média, sendo 50% delas mulheres, participaram do estudo, respondendo a questões a respeito de hábitos alimentares e se submetendo a tomografias computadorizadas no início e no fim da investigação para medir mudanças na gordura corporal. Os voluntários foram inseridos em quatro categorias: não bebedores, bebedores ocasionais (uma vez ao mês ou menos de uma vez por semana), bebedores frequentes (uma vez por semana ou menos de uma vez ao dia) e aqueles que tomam ao menos um refrigerante açucarado diariamente.

 

Ao longo de seis anos de acompanhamento, independentemente de idade, gênero, nível de atividade física, índice de massa corporal e outros fatores, o volume de gordura visceral aumentou 658cm³ em não bebedores; 649cm³, em bebedores ocasionais; 707cm³, em frequentes; e 852cm³, naqueles que tomavam ao menos uma bebida açucarada ao dia. O mecanismo biológico exato para isso é desconhecido, mas Jiantao Ma, coautor do estudo, diz que é possível que o açúcar presente na bebida contribua para a resistência à insulina, um desbalanceamento hormonal que aumenta o risco para diabetes 2 e doenças coronarianas.

 

Fonte: Abradilan.

Postado às 16:44
18/12/2015
A cidade pernambucana que controlou o Aedes aegypti com peixinhos

Há quase quatro anos, a população da cidade de Itapetim, no sertão pernambucano, está sem água nas torneiras. São abundantes as caixas d’água espalhadas pelas ruas e dentro das casas, à espera de receber água para as atividades básicas.

 

O cenário — clima quente e bastante água parada — é propício para a reprodução do mosquito Aedes aegypti. Em abril desse ano, Itapetim (a cerca de 400 km de Recife) chegou a ter o índice de infestação pelo mosquito (LIRAa) mais alto do Estado de Pernambuco — 13%, ou seja, 13 imóveis com focos em cada 100.

 

O índice é considerado satisfatório quando é menor do que 1%. Com focos de reprodução do mosquito em mais do que 3,9% dos imóveis, o Ministério da Saúde considera que o município está em risco para dengue.

 

O corte dos repasses estaduais e federais para o combate ao mosquito, segundo as autoridades locais, fez com que a cidade apelasse para um "exército natural" contra o mosquito que transmite a dengue, a febre chikungunya e o zika vírus — as piabas, peixinhos de água doce que medem entre 4 e 5 centímetros.

 

"Entramos na internet e vimos um estudo feito no Rio Grande do Norte. Um colega nosso que já tinha trabalhado em outra cidade com esse método da piaba disse que lá eles conseguiram controlar os mosquitos. Eu o contatei e ele veio nos ajudar a fazer o mesmo", disse à BBC Brasil Edinaldo Hollanda, agente de saúde da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) e coordenador de Combate às Endemias no município.

 

"Começamos a colocar as piabas no mês de abril e fizemos o trabalho até julho. Em setembro, notamos que o índice do nosso município tinha baixado muito, para 1,2%. Agora, estamos em 2,4%, menos do que no mesmo período no ano passado. O pessoal da regional (10ª gerência regional de saúde, que dá apoio a 12 municípios na área) quase não acreditava. Deu tanto resultado que até hoje continuamos colocando peixes nas casas."

 

Segundo Hollanda, os peixes são colocados em reservatórios fechados e abertos: tonéis, caixas d’água e principalmente cisternas, já que o Aedes aegypti prefere lugares escuros e com água parada para se reproduzir.

 

"Ele solta seus ovos nas paredes do depósito e quando você volta a colocar água, os ovos eclodem. A piaba se alimenta dos ovos e impede que virem novos mosquitos."

Postado às 19:20
11/12/2015
México aprova a primeira vacina contra dengue

Nesta quarta-feira, a Cofepris, autoridade regulatória mexicana para a aprovação de medicamentos, aprovou a vacina contra a dengue. A imunização previne contra os quatro sorotipos do vírus causador da doença e abre caminho para a redução dos casos em países endêmicos.

 

Desenvolvida pela Sanofi Pasteur, a imunização é indicada para pessoas com idade entre 9 e 45 anos e deve ser administrada em três doses, com um intervalo de seis meses entre elas.

 

A aprovação baseou-se em estudos clínicos realizados com mais de 40.000 voluntários de diferentes idades, países e etnias. Os resultados mostraram 66% de proteção global contra os quatro sorotipos e redução de casos graves.

 

"A prevenção é importante. Mas, ainda mais a redução das mortes e dos casos graves", disse Sheila Homsani, diretora médica da Sanofi Pasteur Brasil."

 

A nova vacina não protege contra o zika, vírus transmitido pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes aegypti.

 

De acordo com a médica, o registro da vacina contra a dengue já foi submetido para aprovação em 20 países, incluindo o Brasil. "Esperamos que a Anvisa dê seu aval até o começo do ano que vem. Certamente, essa aprovação no México, que também é um país endêmico da doença com um grande número de casos registrados anualmente irá contribuir para isso", disse a médica.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) se referiu à vacina contra dengue como parte essencial dos esforços necessários para reduzir de maneira significativa a carga da doença em todo o mundo. Ainda de acordo com a entidade, a dengue é hoje a doença transmitida por mosquito que mais se dissemina no mundo, causando cerca de 400 milhões de infecções por ano.

 

O Instituto Butantã, em São Paulo, também está desenvolvendo uma vacina contra o vírus da dengue.

 

Fonte: Veja online

Postado às 11:00
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10