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05/02/2016
Peixes e frutos do mar protegem o cérebro do Alzheimer

Consumir ao menos uma porção de peixe ou frutos do mar por semana ajuda a proteger o cérebro do Alzheimer. De acordo com um estudo publicado recentemente no periódico científico Journal of the American Medical Association (Jama), tal efeito mostrou-se especialmente benéfico em pessoas portadoras do gene ApoE4, um fator de risco para a doença.

 

Pesquisadores do Centro Médico da Universidade Rush, nos Estados Unidos, analisaram uma base de dados com informações de 300 pessoas que preencheram questionários regulares sobre sua dieta e se submeteram a avaliações neurológicas anualmente, a partir de 1997. Os participantes concordaram em doar seus cérebros para pesquisa após a morte e entre 2004 e 2013, período em que os voluntários faleceram, foram realizadas autópsias que possibilitaram a medição dos níveis de mercúrio no cérebro e a presença de placas e emaranhados característicos do Alzheimer. Já os questionários permitiram que os autores soubessem a quantidade de peixe consumida semanalmente pelos participantes.

 

"O consumo de frutos do mar é recomendado por causa de seus muitos benefícios à saúde, mas eles também são uma fonte de mercúrio, um conhecido neurotóxico que talvez possa aumentar o risco de neuropatologias associadas à demência. Assim, nesse estudo, queríamos relacionar os níveis de mercúrio no cérebro tanto com o consumo de frutos do mar, quanto com as neuropatologias ligadas ao mal de Alzheimer, à demência vascular e à demência com corpos de Lewy", disse Martha Clare Morris, líder da pesquisa.

 

Os resultados mostraram que as pessoas que consumiam peixe ou frutos do mar uma vez por semana realmente tinham níveis de mercúrio no cérebro mais altos, em comparação àqueles que ingeriam menos peixe. Entretanto, estes níveis não se mostraram prejudiciais neurologicamente. Além disso, portadores do gene ApoE4 que ingeriam estes alimentos pelo menos uma vez por semana tinham menores quantidades de proteínas nocivas em seu cérebro.

 

O ApoE4 é considerado um fator de risco para o desenvolvimento de Alzheimer que afeta cerca de 30% da população em geral. No estudo, 22,7% dos participantes carregavam ao menos uma cópia deste gene. Os autores acreditam que o efeito protetor dos peixes e frutos do mar foram maiores nestes pacientes, pois eles eram mais propensos a ter placas de proteína no cérebro.

 

"Descobrimos que o consumo de uma ou mais refeições de peixe e frutos do mar por semana foi correlacionado com maiores níveis de mercúrio no cérebro, mas esses níveis não foram associados a qualquer neuropatologia. Além disso, o consumo de uma ou mais refeições destes alimentos por semana foi associada com um fardo menor de neuropatologias ligadas ao Alzheimer, mas só em pessoas que tinham a variante APOE4 do gene que produz a apolipoproteína E", conta Martha. A apolipoproteína E é uma das principais associadas ao risco de desenvolvimento do Alzheimer.

 

Fonte: Veja Online

Postado às 18:04
28/01/2016
Gestantes poderão pedir reembolso de passagens aéreas para países com zika

Grávidas com passagens aéreas do Grupo Latam (formado pelas empresas Tam e Lan) compradas para países nos quais circula o zika vírus, poderão alterar o destino do voo, com pagamento de possíveis diferenças de tarifas, ou solicitar o reembolso do bilhete.


A alternativa foi divulgada pelo grupo e é destinada a gestantes com passagens compradas para o Brasil, Colômbia, El Salvador, Guatemala, Guiana Francesa, Haiti, Honduras, Martinica, México, Panamá, Paraguai, Porto Rico, Suriname e Venezuela.

 

Para aquelas que já estão em um dos destinos citados, as empresas colocam a possibilidade de adiantarem o retorno, sem cobranças adicionais, dependendo apenas da disponibilidade de assentos.


Países como Estados Unidos e Grã-Bretanha emitiram alertas para que gestantes evitem viagens para países que registram transmissão do vírus Zika.

 

Fonte: Veja Online

Postado às 12:28
18/01/2016
Uso de cigarro eletrônico não ajuda a largar o vício

Há quem veja o cigarro eletrônico como um instrumento para abandonar aos poucos o hábito de fumar. Uma pesquisa publicada na última quinta-feira, realizada pela Universidade da Califórnia em São Francisco, nos Estados Unidos, revelou que, na verdade, acontece o oposto: quem usa o modelo eletrônico é 28% menos propenso a parar de fumar.

 

Os resultados, publicados na revista científica The Lancet Respiratory Medicine, foram obtidos a partir de uma revisão sistemática de estudos já realizados anteriormente sobre o assunto. Trata-se do maior levantamento já feito para avaliar se os cigarros eletrônicos de fato ajudam fumantes a parar de fumar.

 

Para o estudo, foram analisadas 38 pesquisas que associam o uso de cigarros eletrônicos com o abandono do hábito de fumar entre adultos, incluindo estudos observacionais e clínicos. Fizeram parte da análise fumantes que queriam abandonar o cigarro e também aqueles que não pretendiam parar de fumar. "Não há dúvidas de que uma tragada em um cigarro eletrônico seja menos perigosa do que uma tragada em um cigarro convencional, o mais perigoso do cigarro eletrônico, contudo, é o fato de que ele pode manter uma pessoa fumando os cigarros tradicionais", disse Stanton Glantz, co-autor do estudo.

 

Ao contrário do cigarro convencional, o cigarro eletrônico não é feito de tabaco. Embora contenha nicotina, não tem as substâncias cancerígenas do cigarro comum, como o alcatrão e os derivados do benzeno. Com essas características, para muita gente que não consegue largar o hábito das tragadas diárias, o cigarro eletrônico representa a possibilidade de, pelo menos, fumar sem se contaminar com substâncias altamente tóxicas. No Brasil, a venda e a importação - mas não o uso - de cigarros eletrônicos são proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

Fonte: Veja Online

Postado às 15:58
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