CATEGORIAS

NOTÍCIAS:
22/02/2016
Novo exame de sangue detecta problemas cardíacos 'ocultos'

Um novo exame de sangue pode ajudar a diagnosticar problemas cardíacos hereditários, de acordo com a British Heart Foundation.

 

Pesquisadores financiados pela instituição de caridade descobriram que, ao analisar um grupo específico de genes, conseguem detectar de forma segura problemas que paciente desconhecia.

 

Os testes genéticos até então disponíveis analisam um pequeno número de genes e só podem identificar condições específicas, o que implica em custos mais altos e tempo de diagnóstico maior - uma grande barreira para disponibilizar o teste nos sistemas públicos de saúde.

 

Mas pesquisadores do Imperial College London e MRC Clinical Sciences Centre dizem que o novo teste, que analisa 174 genes, é mais rápido e confiável.

 

O método, já disponibilizado em dois hospitais na Inglaterra, vem testando, com sucesso, cerca de 40 pessoas por mês.

 

Fonte: BBC Brasil

Postado às 13:15
18/02/2016
Cientistas dos EUA criam partes do corpo humano em impressoras 3D

Cientistas americanos conseguiram transplantar com sucesso, em animais, partes humanas produzidas por impressoras 3D, o que pode representar um avanço significativo para a medicina regenerativa.

 

Pedaços de osso, músculo e cartilagem funcionaram normalmente quando enxertados em animais, de acordo com os resultados de um estudo de pesquisadores do Wake Forest Baptist Medical Centre, publicado na revista científica especializada Nature Biotechnology.

 

Os resultados alimentam as esperanças da medicina de usar tecidos vivos para fazer reparos no corpo humano. Uma ideia que tem sido limitada pelo imenso desafio de manter vivas as células criadas em laboratório - experimentos anteriores apresentaram quadros em que tecidos mais espessos que 0,2 mm tiveram as células privadas de oxigênio e nutrientes.

 

O time de Wake Forest, porém, desenvolveu uma nova técnica em que a impressão 3D cria um tecido repleto de minicanais que fazem uma função de esponja, permitindo que nutrientes penetrem seu interior.

 

O Sistema Integrado de Impressão de Tecidos e Órgãos (Itop, na sigla em inglês) combina o uso de plástico biodegradável para a estrutura e um gel que contém as células e as encoraja a crescer.

 

Quando as estruturas foram implantadas em animais, o plástico se desfez ao ser substituído por uma matriz natural de proteínas produzidas pelas células, enquanto vasos sanguíneos e nervos cresceram nos implantes.

 

Anthony Atala, o principal cientista do projeto, disse que agora os tecidos podem ser produzidos em escala humana. Os implantes têm a mesma força de equivalentes naturais, mas os pesquisadores ainda não sabem o quão duráveis eles são. Atala disse à BBC, porém, que a nova técnica está abrindo novas portas para a medicina.

 

"Digamos que um paciente sofresse um lesão e perdesse um segmento da mandíbula. Nós o traríamos para que fosse medido e pudéssemos imprimir um pedaço de mandíbula que se encaixasse precisamente neste paciente".

 

Técnicas similares, em que uma espécie de "andaime biodegradável" é construído para abrigar células, já estão sendo usadas em pacientes. O mesmo Wake Forest desenvolveu uma vagina artificial há dois anos, mas também esbarrou na questão da longevidade dos implantes.

 

"Mas nesse (novo) estudo, imprimimos uma linha muito mais ampla de tecidos - de músculos a ossos, o que mostra ser possível a fabricação mais variada", completou Atala. "Nossa esperança agora é continuar a desenvolver outros tipos de tecidos humanos".

 

E o objetivo final é enxertar os implantes em humanos.

 

Martin Birchall, cirurgião da University College London, classificou os resultados como espantosos.

 

"A possibilidade de imprimir tecidos e órgãos humanos para implantes já é real há algum tempo, mas não esperava ver progresso tão rápido. Os cientistas parecem ter criado uma galinha que realmente põe ovos de ouro".

 

Birchall, porém, pediu mais pesquisas antes que os tecidos 3D sejam usados em pacientes, mas disse acreditar que em menos de uma década já será possível testar a nova tecnologia em humanos.

 

Fonte: BBC Brasil

Postado às 10:49
11/02/2016
Pesquisadores americanos desenvolvem técnica que pode acabar com 'jet lag'

Cientistas americanos acreditam ter descoberto uma técnica que pode ser a chave para se combater de forma mais eficiente o que é conhecido como jet lag - a sensação de fadiga que acomete quem viaja para lugares de fusos horários muito diferentes.

 

De acordo com pesquisadores da Universidade de Stanford, a técnica consistiria na exposição dos viajantes a flashes de luz fortes e curtos, que ajudariam o cérebro a ajustar seu relógio biológico.

 

A técnica teria sido testada em 39 voluntários, que, como resultado, teriam tido seu relógio biológico "reajustado" em cerca de duas horas após uma hora de exposição aos flashes de luz, segundo os cientistas.

 

Os corpos de todas as pessoas estão sincronizados segundo o padrão de noite e dia do lugar em que elas vivem.

 

Por isso, quando viajamos para um lugar com outro fuso horário, nossos relógios biológicos precisam ser "reajustados".

 

É verdade que esse reajuste é relativamente simples quando atravessamos um ou dois fusos horários. Mas viagens para lugares muito distantes costumam deixar o organismo desnorteado.

 

Entre os efeitos do jet lag que podem durar dias estão cansaço, irritabilidade e sensação de desorientação.

 

Durante a fase de testes da nova técnica, eles pediram que os 39 voluntários fossem dormir e acordassem exatamente no mesmo horário por duas semanas.

 

Em seguida, eles tiveram de dormir no laboratório, onde alguns foram expostos a uma luz contínua e outros a esses flashes de luz muito rápidos, semelhantes ao flash de uma máquina fotográfica.

 

Os integrantes do segundo grupo relataram que, na noite seguinte, acabaram atrasando seu sono em cerca de duas horas, enquanto no primeiro grupo o atraso foi de 36 minutos em média.

 

Segundo Zeitzer, a técnica funciona porque os flashes de luz atravessam a retina e chegam ao fundo do olho, atingindo células que se comunicam com a parte do cérebro que comanda o relógio biológico.

 

A luz "enganaria" o cérebro, fazendo-o acreditar que o dia seria mais longo do que realmente é.

 

"Esse pode ser um novo método para nos ajustarmos às mudanças de fuso horário mais rapidamente", diz o pesquisador.

 

Stuart Peirson, especialista em neurociência da Universidade de Oxford, se diz "surpreso" com os resultados do experimento.

 

"É ótimo ver avanços nessa área se traduzindo em tratamentos eficazes", afirma. "Normalmente você teria de sentar por horas na frente de uma caixa de luz que simula a luz solar (para ter um efeito como esse)."

 

Fonte: BBC

Postado às 12:22
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10