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21/06/2016
OMS publica recomendações de saúde para quem vem para Olimpíada

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou, nesta terça-feira (21), recomendações para viajantes que pretendem visitar o Brasil durante a Olimpíada. O órgão mantém a recomendação de que mulheres grávidas não venham para o país por causa do risco de infecção pelo vírus da zika, relacionado à microcefalia. Mas observa que o risco de doenças transmitidas por mosquitos será menor durante o evento por causa do inverno.


Ainda assim, a orientação é que viajantes usem repelentes, escolham roupas que cubram a maior parte do corpo durante o dia e evitem áreas da cidade com falhas de saneamento básico, onde há mais risco de proliferação dos mosquitos transmissores de zika, dengue e chikungunya. Na semana passada, a OMS declarou que o risco de propagação do vírus da zika devido à Olimpíada no Rio era "muito baixo".

 

Vacinas em dia

 

Os viajantes são aconselhados a colocarem suas vacinas em dia de acordo com o calendário vacinal de seus países de origem. A imunização deve ocorrer de 4 a 8 semanas antes da viagem. A OMS observa que o Brasil já eliminou a transmissão de sarampo, rubéola e poliomielite. Como essas doenças ainda ocorrem em outras regiões, os turistas devem se vacinar para não reintroduzi-las no Brasil.


A vacinação contra influenza foi recomendada para pessoas com risco de complicações, como idosos, pessoas com doenças crônicas e crianças. "Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos ocorrerão depois de estação de influenza ter atingido seu pico no Rio de Janeiro em junho e julho. no entanto, há variações regionais e casos ocorrem ao longo do ano no Brasil", afirma o documento.


A OMS recomenda que os viajantes usem preservativos em relações sexuais para se proteger de doenças sexualmente transmissíveis. Para evitar infecções gastrointestinais, é recomendado o consumo de água engarrafada e alimentos bem cozidos ou bem refrigerados.


O órgão destacou ainda o risco de febre maculosa em Belo Horizonte, o risco de leptospirose em Salvador e outras doenças negligenciadas em áreas rurais.


O documento também alerta que roubos e crimes violentos podem acontecer no Brasil. "Viajantes devem ser aconselhados a ter cautela e usar apenas táxis oficiais do aeroporto ou servissos de shuttle, não viajar sozinhos à noite, evitar áreas questionáveis e viajar com uma companhia", afirma a organização.

 

Fonte: G1

Postado às 12:22
23/05/2016
Zika: Vacina contra o vírus estará disponível para testes em novembro

O desenvolvimento da vacina contra o vírus Zika, resultado da parceria firmada entre o Instituto Evandro Chagas (PA), do Ministério da Saúde, e a Universidade Medical Branch do Texas, Estados Unidos, estará disponível para os testes pré-clínicos (em primatas e camundongos) em novembro. A previsão foi anunciada pelo diretor do instituto, Pedro Vasconcelos, ao ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta sexta-feira (20) durante reunião no Ministério da Saúde.

 

A vacina deverá ser administrada em dose única e utilizará o vírus Zika atenuado. Inicialmente, o público-alvo da imunização serão mulheres em idade fértil. ?As novas tecnologias são fundamentais para conseguirmos acelerar o processo de desenvolvimento da vacina. Se as fases correrem dentro do esperado, em dois anos poderemos ter a vacina pronta para produção?, observou Pedro Vasconcelos, do Evandro Chagas.

 

O imunobiológico não poderá ser aplicado em gestantes, mas o instituto também desenvolve outra tecnologia, a partir do DNA recombinante do vírus para ser utilizado em grávidas. Essa vacina deverá estar disponível para testes até fevereiro de 2017, segundo a previsão de Pedro Vasconcelos, do Evandro Chagas.

 

Encerrado o desenvolvimento da vacina pelo Instituto Evandro Chagas, a previsão é que em fevereiro de 2017 sejam iniciados os estudos clínicos (em humanos) para testar sua eficácia na população. Essa etapa será executada pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz).

 

Devido à situação de emergência gerada pela epidemia de Zika e suas consequências, como a microcefalia em bebês, o Ministério da Saúde, junto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), já estuda formas de dar celeridade ao processo, que normalmente dura cinco anos. Durante a epidemia de ebola a Organização Mundial de Saúde (OMS) conseguiu negociar o andamento das fases de testes clínicos.

 

Fonte: Minha vida; 

Postado às 14:39
17/05/2016
Pesquisadores brasileiros testam remédio contra dengue, zika e chikungunya


Um grupo de pesquisadores brasileiros afirma ter descoberto um medicamento antiviral capaz de combater dengue, zika e chikungunya. A fórmula, composta por três substâncias já conhecidas e presentes em alimentos, vitaminas e remédios com diferentes funções, contém quercetina, um componente encontrado em frutas e verduras, além de um anti-histamínico (antialérgico). O terceiro componente antiviral permanece sob sigilo.

 

Para os estudos de fase 1 e 2, que avaliam segurança e toxicidade da formulação, o grupo vai solicitar isenção à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), dada a natureza já conhecida dos componentes. Agora, os cientistas buscam um laboratório farmacêutico para a última etapa da pesquisa, na qual o produto será testado em 300 pessoas.

 

— A patente da fórmula foi registrada em setembro no Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). São substâncias já conhecidas na literatura médica e registradas na Anvisa, para outras finalidades e separadamente. A quercetina já é usada, mas em concentrações baixas, em alimentos, vitaminas e medicações. Mudando a concentração, altera-se a indicação — explica o farmacêutico Milton Ferreira Filho, pesquisador da Fiocruz e especialista em farmacocinética e planejamento de novos fármacos.

 

O grupo independente, formado por farmacêuticos, químicos, biólogo e médico, chegou à formula analisando estudos já publicados.

 

— Pesquisa realizada na Malásia comprovou que a quercetina atuava como inibidor do vírus da dengue. Mas esse estudo parou por ali. Trabalhamos revisando dados publicados e conseguimos montar um quebra-cabeça — diz Milton, garantindo que a quercetina é livre de contraindicações e efeitos colaterais.

 

A fórmula, nomeada de D6501, atua em diferentes frentes, inibindo a replicação do vírus nas células e estimulando as defesas do organismo. Já o componente anti-histamínico atuaria comprimindo os vasos sanguíneos, evitando quadros hemorrágicos.

 

— Associamos duas substâncias que potencializam a ação da quercetina, um flavonoide encontrado em pequenas concentrações em vários vegetais — explica o biólogo virologista Ivan Neves Junior, pesquisador da Fiocruz.

 

Combate aos sintomas

 

Os vírus dependem das células do organismo para se replicarem. Segundo Ivan, a quercetina é capaz de reduzir a entrada do vírus nas células, porque age interferindo na ligação entre o vírus e a membrana da célula. Para os vírus que ainda assim conseguem penetrar na célula, a quercetina interfere novamente atuando em uma enzima responsável pela replicação do vírus. E, se ainda assim, ele conseguir se reproduzir dentro da célula, a quercetina atua na fase final de amadurecimento do vírus. Sem conseguir maturar, o novo vírus será incapaz de infectar novas células. O ciclo do vírus termina em poucos dias.

 

O novo medicamento atuaria também nos sintomas das viroses, inibindo a produção de substâncias que vão causar dores, febre e hipersensibilidade vascular, responsável por hemorragias.

 

— Algumas pessoas têm o sistema imunológico tão eficaz que, quando o organismo identifica um vírus invasor, as células de defesa o combatem rapidamente, sem tempo de desencadear os processos inflamatórios, que geram os sintomas da doença. É por isso que algumas pessoas têm dengue sem apresentar sintomas. O antiviral que desenvolvemos estimula essa resposta imunológica e reduz drasticamente os riscos de a doença agravar e evoluir para quadro hemorrágico — afirma Ivan, acrescentando que, em diferentes concentrações, a formulação poderia evitar a dengue.

 

Uso contínuo poderia proteger o organismo

 

Consultor médico da pesquisa e um dos pioneiros no transplante de fígado no país, o cirurgião William Abrão Saad afirma que, em casos de surtos ou epidemias, o D6501 poderia ser usado diariamente, para proteger o organismo:

 

— Esse antiviral deixa o organismo em alerta. Ao ser sensibilizado por um vírus invasor, o sistema imunológico dispara uma resposta eficaz. A pessoa pode até apresentar os sintomas da doença, mas os riscos de um agravamento são muito baixos.

 

Segundo Saad, essa ação vale para dengue, chikungunya, zika e outros vírus, inclusive o da gripe H1N1.

 

— Acreditamos que, no caso de gestantes, o antiviral poderia evitar que o feto seja atingido. Mas para afirmarmos isso com certeza, precisamos fazer a fase 3 da pesquisa.

 

A Anvisa informou que a quercetina tem registro no órgão como substância estabilizadora de formulações, sem função terapêutica descrita.

 

Nas negociações com a indústria farmacêutica, o grupo de pesquisadores tenta garantir que o antiviral chegue ao mercado com um preço acessível.

 

— Os três componentes da fórmula existem em território nacional e não são caros — diz Milton.

 

O custo estimado da fase 3 da pesquisa é R$ 1,5 milhão. Essa etapa duraria seis meses. A partir daí, a indústria pode entrar com pedido de aprovação na Anvisa.

 

O grupo de pesquisadores

 

Milton Ferreira Filho - farmacêutico, especialista em farmacocinética e planejamento de novos fármacos, com 13 depósitos de patentes. Pesquisador da Fiocruz.

 

Ivan Neves Junior - biólogo virologista, doutor em doenças infecciosas pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas.

 

Fabio Teixeira da Silva - farmacêutico, doutor em Química pela UFRJ e especialista em Química de produtos naturais.

 

José Luiz Brandão Paiva - farmacêutico industrial, atua em desenvolvimento de processos e elaboração de projetos.

 

Odílio Souza Lino - administrador e gestor do projeto. É gerente de projetos em laboratório do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz.

 

William Abrão Saad - médico e professor associado do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da USP.

 

Fonte: Abradilan 

Postado às 13:46
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